
(auto)conhecimento
AMOR É...
Conhecer para amar
ADRIANA E MARIANA BRIZENO
Para Adriana Brizeno, de 52 anos, o ato de amar alguém se traduz em diferentes práticas e floresce as vontades de afirmar, presentear, passar tempo, ajudar, tocar… e por aí vai. Se as linguagens do amor estivessem em um cardápio, a pedagoga teria dificuldade para selecionar apenas uma.
A esposa dela, Mariana Brizeno, 46, destaca a importância do conhecimento, inclusive de si, em uma caminhada amorosa. “Primeiro se amando é que você consegue desenvolver relacionamentos saudáveis”, explica a farmacêutica.
Não viver o amor através do conhecimento é “inadmissível”, continua Adriana.
“Você precisa compreender que não precisa ser metade para ser completude; precisa reconhecer seu potencial, valor e limites, e se ver por dentro”, diz. Segundo a pedagoga, o amor “tem múltiplas formas, é macro em vários sentidos e dimensões. É um caminho amplo”.
A esposa concorda: “Amor é conhecimento no sentido de que você precisa conhecer algo ou alguém para dizer que ama”. Por este motivo, Mariana vê que falhas e erros podem ser superados “quando se ama, porque mesmo não vendo o melhor do outro naquele momento, você opta por continuar”.
“Ter uma vida plena, abundante, gloriosa”
BÁRBARA BANIDA
A artista e pesquisadora Bárbara Banida, de 26 anos, conta estar passando por um processo de autodescoberta e re-enfoque de prioridades. Isso porque, desde muito jovem, ela sofre com transtorno de ansiedade e, nos últimos tempos, tem desenvolvido uma “série de ferramentas para lidar com isso”.
“Da mesma maneira que eu, enquanto produtora cultural, desenvolvo ferramentas para que o projeto do outro dê certo, eu sou a produtora cultural da minha própria existência. Então, eu tenho que desenvolver as ferramentas para que eu consiga ter uma vida saudável, plena, abundante, gloriosa”
O investimento no autocuidado se alinha a uma busca por conhecimento filosófico, diz ela. “Comecei a entrar no budismo, não querendo religião, mas querendo entender [a existência] filosoficamente”.
Foi nesta área do conhecimento que Bárbara encontrou o “auge” do seu


“Descobri que era eu quem deveria cultivar, em mim, as qualidades, condições e causas necessárias para que consequências interessantes ocorressem na minha vida. Isso fez com que eu questionasse, ‘o que é que eu tenho cultivado em mim e nas minhas ações para que consequências boas ocorram na minha vida?’”
Para exemplificar o impacto da descoberta, a produtora cultural conta que, em certo ponto, decidiu que era uma pessoa minimalista e foi morar em uma casa pequena e sem janelas. “Eu entendi que contato com o Sol é muito importante para mim. Fiquei muito transtornada [com a casa sem janelas]”.
“Da mesma maneira, o vento, né? Uma casa que tenha circulação. Fazer exercícios físicos regulares também faz muito bem. Ter contato com arte. Descansar, não trabalhar o tempo inteiro feito maluca”, enumera ela.
Além de se mudar para a casa onde mora atualmente, Bárbara chegou a outra significativa decisão na jornada de autocuidado: reduzir a carga horária do trabalho como professora do ensino municipal de Fortaleza.
“Eu amo estar na escola, mas, ao mesmo tempo, eu estava esgotada. Eu não amo dar 27 aulas por semana. Ninguém dá conta”.
Entrevistas realizadas em 11/12/2022 e 25/03/2023
Texto e imagens Mateus Brisa
Imagens e apoio Daniel Freitas
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