top of page

compartilhar

AMOR É...

Peço licença jornalística para escrever em primeira pessoa. Como um homem cisgênero bissexual a quem, desde cedo, foi dito que não deveria demonstrar emoções porque isso não seria “coisa de homem”, fazer um site com histórias de amor e afeto entre pessoas LGBTQIA+ é um triunfo pessoal.

 

Ao longo da graduação em Comunicação Social – Jornalismo, e principalmente após encontrar amizades certeiras, falar das minhas emoções se tornou algo inerente a mim. Nunca mais pude deixar de falar de afeto, na verdade. Tanto que culminou no presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

 

Muita gente me pergunta por que meu nome de usuário no Instagram é “cotovelado”. Acredito que este é o espaço perfeito para eternizar a resposta a essa pergunta e costurar a jornada afetiva que tem sido o Ensino Superior.

 

“Cotovelado” primeiro por conta de “Vivo é Bom”, última faixa do álbum “Selma”, da banda recifense Lau e Eu. É um áudio de WhatsApp em que o vocalista pede desculpa aos amigos por “escrever com o cotovelo assim”. Até hoje, poucas outras canções me causaram tanta identificação.

“Escrever com o cotovelo” foi algo presente em quase toda a minha graduação: me apaixonava a cada semana por alguém diferente — tão bom viver à flor da pele de um jovem ainda quase adolescente.

 

E segundo, “cotovelado” porque quem me conhece sabe que eu posso falar pelos cotovelos. Portanto, a união desses dois aspectos da minha personalidade — contemplar muito e contemplar o amor — é o que constitui não só minha presença online, mas também minha despedida da graduação.

 

E que feliz sou eu por contar uma parte da história de pessoas LGBTQIA+ tão interessantes e envolventes. Queria fazer disso o resto da minha vida. Falar de amor e registrar o que é dito. Por enquanto, fica a ideia anotada.

Texto Mateus Brisa

Quer explorar mais palavrinhas?

Clique aqui para retornar à Página inicial

bottom of page